2015: o fim dos comentários sem educação

Este é o primeiro post do ano de 2015 e eu decidi falar de um assunto que marcou 2014 por aqui: os comentários.

Apesar de qualquer um poder entrar e usar o quanto quiser, este não é um espaço público e, mesmo que fosse, existem regras de convivência que aprendemos desde pequenos – ou deveríamos. Este aqui é um espaço aberto ao público e que pertence a uma pessoa: eu! 🙂

Resumindo a ideia de forma clara, o blog é a minha casa e os visitantes são… Visitas! A diferença entre as minhas visitas e as suas, é que aqui elas podem chegar sem avisar, entrar e sair quando quiserem e até podem ficar para sempre.

Veja bem: eu pago a hospedagem do blog (tipo um aluguel), os serviços que preciso contratar para oferecer uma boa experiência aos leitores (ou receber bem as visitas), os livros e cursos que me ajudam a produzir um bom conteúdo e os ingredientes que eu gasto para testar receitas em casa (despesas que a visita não vê). Ganho um ou outro trocado com ele, uns presentinhos mas, acredite: se não fosse pela minha vontade de ter este blog, ele não existiria. Devo acrescentar que ele também me traz muitas alegrias e elas alimentam a minha vontade de continuar.

Desde que o Socorro na Cozinha veio ao mundo, recebo comentários de haters (pessoas que ficam xingando) ou de gente puramente sem educação. Nos primeiros anos eu levava numa boa, mas isso vem crescendo com a audiência e eu vou dizer uma coisa para você: sete anos e meio depois, estou farta. Por vezes essa violência me deixou chateada e desmotivada, fazendo com que eu desse uma sumida daqui, mas aí me lembrava que, além de ser o lugar onde me expresso e me divirto, tem muita gente que gosta do blog como ele é – e elas merecem o meu melhor.

Não estou falando aqui de críticas construtivas, mas de comentários de pessoas que só querem falar mal, sem o menor pudor. Como se fossem visitar a casa de um amigo e se sentissem no direito de dizer “que horrível, achei tudo na sua casa feio igual a você”. Vou dar um exemplo que acabei de receber, bem fresquinho:

Carolina C. Lamasquer 1 hour ago
Texto chato. Você joga a receita no site de busca, pq não sabe como fazer, e acha um texto cheio de lero lero, da até preguiça de ler. Nem terminei de ler. Se eu quisesse enrolação estava comendo a comida da mamãe ainda. Como busco praticidade, esse texto cheio de “larga me deixa”, torrou foi minha paciência.

São tantas as coisas que passam pela minha cabeça quando leio algo do tipo, que nem sei por onde começar. Talvez pelo mais fácil: não foi o único site que apareceu no Google, por que então não retornar e procurar outro? Isso é tão simples, resolve-se em apenas um clique. Fico me perguntando se ela joga no chão e pisa em cima dos livros que tira da estante da livraria e não gosta, ou se agride quem dá um presente de Natal que não era exatamente o que gostaria de ganhar.

Entendo que muita gente queira ler um post curtinho e não acho que isso seja um problema, não mesmo. No entanto, este aqui não é um blog de textos curtinhos, não é um site de culinária que dá a receita e pronto. Tem inúmeros outros sites desse tipo por aí na web e todos podem ser acessados com a mesma facilidade que o Socorro na Cozinha. Aqui tem textos de todos os tamanhos e profundidades, com ou sem histórias e opiniões pessoais, sérios ou repletos de piadinhas (porque sou uma pessoa bem-humorada, graças a Deus!), simplesmente porque eu o criei para ser assim, livre. É claro que se eu disser algo que pareça absurdo ou errado, todos têm direito de discordar e criar debates, isso eu até gostaria de ver com mais frequência. O que estou colocando aqui não é uma questão de opinião, é uma questão de educação e respeito ao próximo (no caso, a mim e aos leitores que têm educação e não precisam ficar lendo esse tipo de “mimimi”).

Enquanto uns gostam de ler textos mais objetivos, outros curtem os longos e cheios de conversa ou com muitos detalhes, que para o aprendizado de certas pessoas são preciosos. Tem quem ache que as minhas brincadeiras são um porre, mas várias outras pessoas acham que elas trazem leveza e sorrisos. Muita gente me conta que começou a gostar do assunto “culinária” através deste blog, que se sentem motivadas, que perdem o medo pela maneira como eu explico. O certo é que a Internet estava carente de blogs com esse perfil e fico muito feliz por ter conseguido suprir um pouco dessa falta. Não pretendo me enquadrar ao padrão que você costuma encontrar por aí, senão vai deixar de ser o meu blog.

O comentário acima poderia ter sido escrito de outra forma, desde que a pessoa tivesse a intenção de fazer uma crítica construtiva, dar sua opinião para que o blog possa ser melhor. No entanto, ela só vomitou sua insatisfação com uma violência gratuita. Ele não foi aprovado e foi apenas o primeiro comentário que rejeitei na minha moderação, dando início ao novo ano. Os antigos serão removidos aos poucos, para não incentivarem esse tipo de comportamento.

Vou continuar lendo tudo o que chega para mim (infelizmente isso é inevitável), mas não vou mais aprovar comentários vazios, que só poluem o blog e geram discussões que não acrescentam em nada – porque as pessoas respondem aos ataques para me defender. Críticas bem escritas continuarão sendo aprovadas e você pode fazer um teste para confirmar.

Estou escrevendo agora a nova política de comentários, para que todos possam saber as regras do jogo.

Que seu ano novo também seja melhor do que o ano que passou e principalmente: com muito respeito e bom-humor!

Mostre isso pro mundo:

Quem escreve

Criei este blog em 2007 como quem não quer nada e ele se tornou a melhor coisa que já fiz na vida! Aqui eu compartilho tudo o que sei sobre culinária, conto minhas histórias e ajudo quem precisa das primeiras lições na cozinha.

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